Entre humanos e algoritmos

fundamentos, proposta e limites da petição machine friendly no processo judicial

Autores

  • Thaise Pinto Uchoa de Araújo ADVOCEF

Palavras-chave:

Petição machine-friendly, Legibilidade Algorítmica, Inteligência Artificial, Escrita jurídica

Resumo

A incorporação de sistemas de inteligência artificial ao funcionamento do Judiciário brasileiro tem alterado o percurso informacional que antecede a decisão judicial. Embora o ato decisório permaneça humano, a organização, a triagem e, em determinados fluxos, a síntese do conteúdo processual passaram a ser mediadas por sistemas computacionais utilizados no apoio à atividade jurisdicional. Nesse contexto, a petição deixa de circular apenas entre leitores humanos e passa a atravessar etapas técnicas capazes de influenciar a forma como o caso é inicialmente apresentado ao julgador. O artigo analisa os riscos dessa mediação algorítmica, especialmente as falhas de fidelidade, omissões estruturais e vieses de posição identificados na literatura sobre processamento de linguagem natural. A partir desse diagnóstico, propõe se o conceito de petição machine friendly como técnica de organização do discurso jurídico orientada à dupla legibilidade, humana e algorítmica, voltada à redução do risco informacional, sem qualquer pretensão de manipulação da decisão judicial. 

Biografia do Autor

Thaise Pinto Uchoa de Araújo, ADVOCEF

Advogada da CAIXA na Paraíba. Pós-Graduada em Direito Digital, Proteção de Dados e Inteligência Artificial pela Escola Brasileira de Direito – EBRADI.

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Publicado

26-05-2026

Como Citar

Araújo, T. P. U. de . (2026). Entre humanos e algoritmos: fundamentos, proposta e limites da petição machine friendly no processo judicial. Revista De Direito Da ADVOCEF, 22(41), 507–536. Recuperado de https://revista.advocef.org.br/index.php/ra/article/view/549

Edição

Seção

Artigos Gerais