O caso do Palácio Guanabara

Autores/as

  • Luciano de Souza Godoy

Palabras clave:

Palácio Guanabara, Dote imperial, Propriedade pública, Superior Tribunal de Justiça

Resumen

O artigo analisa o histórico julgamento do caso Palácio Guanabara, relatado pelo Ministro Antonio Carlos Ferreira no Superior Tribunal de Justiça, que encerrou um litígio de 123 anos entre a União e os herdeiros da Princesa Isabel e do Conde d’Eu. A controvérsia girava em torno da titularidade do imóvel adquirido com recursos dotais imperiais. O Ministro concluiu que o dote possuía natureza sui generis, conferindo apenas direito de uso à família imperial, permanecendo a propriedade com o Estado desde o Império. A decisão reafirmou o caráter público do Palácio e a extinção dos privilégios de nascimento com a República, consolidando importante precedente sobre o patrimônio nacional e o fim dos direitos dotais imperiais. O estudo ressalta ainda a erudição jurídica e o rigor técnico do relator.

Biografía del autor/a

Luciano de Souza Godoy

Doutor em Direito. Mestrado em Direito Civil e Graduação em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP. Ex-Visiting Scholar na Columbia Law School. Ex-Procurador do Estado de São Paulo. Ex-Juiz Federal junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Ex-Executivo Jurídico do Departamento Jurídico de duas Companhias.

Publicado

2025-12-12

Cómo citar

Godoy, L. de S. . (2025). O caso do Palácio Guanabara. Revista De Direito Da ADVOCEF, 21(40), 401–416. Recuperado a partir de https://revista.advocef.org.br/index.php/ra/article/view/527

Número

Sección

Artigos Gerais