A fronteira intransponível da Recuperação Judicial

O rigor do STJ frente às associações civis à luz do Direito francês e da Lei da Sociedade Anônima de Futebol - SAF

Autores/as

  • Patricia Duarte Damato Caixa

Palabras clave:

Associações Civis, Recuperação Judicial, Superior Tribunal de Justiça, Direito Comparado

Resumen

O artigo analisa a (i)legitimidade ativa das associações civis para requerer recuperação judicial no Brasil. Diante da crise de entidades filantrópicas, debate-se a extensão da Lei nº 11.101/2005 a entes não empresariais. Contudo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgados como os casos Cândido Mendes e Grupo Metodista, consolidou exegese restritiva, limitando o instituto ao devedor empresário. Pelo método dogmático-comparativo, confronta-se o modelo brasileiro com o sistema francês (procédures collectives), evidenciando que a inclusão de associações na França decorre de opção legislativa expressa no Code de Commerce. Conclui-se que a taxatividade da norma nacional, reforçada pela Lei da SAF (Lei nº 14.193/2021), impede a analogia judicial, privilegiando a segurança jurídica e a higidez do mercado de crédito contra tentativas de hibridismo jurídico. A fronteira da recuperação judicial permanece, portanto, intransponível para quem não se submete ao regime empresarial.

Biografía del autor/a

Patricia Duarte Damato, Caixa

Especialista em Direito Empresarial pela PUC-RS Pós-graduação em Direito da Economia e da Empresa pela FGV-RJ. Economista pela UERJ.

Publicado

2026-05-26

Cómo citar

Damato, P. D. . (2026). A fronteira intransponível da Recuperação Judicial: O rigor do STJ frente às associações civis à luz do Direito francês e da Lei da Sociedade Anônima de Futebol - SAF. Revista De Direito Da ADVOCEF, 22(41), 577–602. Recuperado a partir de https://revista.advocef.org.br/index.php/ra/article/view/576

Número

Sección

Artigos Gerais