A possibilidade de controle do mérito do ato administrativo pelo Poder Judiciário
Palabras clave:
Ato Administrativo, Controle de Juridicidade, Sindicabilidade, InafastabilidadeResumen
O presente estudo visa a abordar acerca da possibilidade
de controle do mérito do ato administrativo à luz do
atual paradigma do Estado Democrático de Direito. Veremos
que é perfeitamente possível o controle do mérito do ato
administrativo pelo Poder Judiciário, consoante as
disposições contidas no artigo 5º, inciso XXXV, da
Constituição da República de 1988. É verdade que a
Administração Pública possui certa margem de liberdade
para praticar os atos discricionários; entretanto, a
discricionariedade não é ilimitada, haja vista que a
discricionariedade no Estado Democrático de Direito deve
estar vinculada aos princípios fundantes estruturantes do
Estado Democrático. Do contrário, o Administrador poderia
praticar o ato administrativo discricionário eivado de
nulidade; no entanto, tal ato não poderia ser objeto de
controle jurisdicional ao argumento de que é vedado ao
Judiciário realizar o controle do mérito administrativo, o
que tornaria “terra fértil” para administrador malintencionado
praticar ato desproporcional, com desvio de
finalidade, com excesso de poder ou arbitrário, na certeza
de que o ato não seria objeto de controle jurisdicional. A
não admissão do controle do mérito do ato administrativo
não encontra espaço na atual conjuntura jurídica, tendo em
vista que a Administração deve submeter-se ao império da
lei e dos princípios fundamentais, inclusive quanto à
conveniência e oportunidade. Sendo assim, não há dúvida
que o melhor entendimento é aquele que admite o controle
do mérito do ato administrativo pelo Judiciário, prestigiando,
portanto, o princípio da inafastabilidade do
controle jurisdicional, princípio esse de índole constitucional.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2021 Revista de Direito da ADVOCEF

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Pelo presente instrumento, autorizo a ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS ADVOGADOS DA CAIXA - ADVOCEF a publicar o artigo/trabalho abaixo descrito, garantindo à Revista de Direito da Advocef o direito de primeira publicação, ressalvados ainda os direitos comerciais pela editora (publisher) conforme os termos da licença não comercial utilizada. A Revista utiliza licença Creative Commons. As obras publicadas estão sob uma licença Creative Commons AttributionNonCommercial-ShareAlike 4.0 International License (CC-BY-NC-SA). Esta licença permite aos reutilizadores distribuir, remixar, adaptar e desenvolver o material em qualquer meio ou formato apenas para fins não comerciais, e somente se a atribuição for dada ao criador, sempre informando a licença.
BY: o crédito deve ser dado ao criador.
NC: apenas usos não comerciais da obra são permitidos.
SA: as adaptações devem ser compartilhadas sob os mesmos termos.
Declaro que o conteúdo do artigo/trabalho em questão é de minha exclusiva autoria, responsabilizando-me integralmente por seu conteúdo. Declaro, ainda, não existir nenhum impedimento à divulgação da presente obra, que se encontra livre e desembaraçada de qualquer ônus ou vínculo contratual que impeça sua publicação pela ADVOCEF.
Título do Trabalho
Nome do(a) Autor(a)
CPF n.º
Local e data,
____________________________________
Assinatura




